RSS

A menina mais triste de Olinda

Não tem gente que coleciona selos, moedas, botões? Então. Ele colecionava meninas tristes. De todos os lugares por onde passava. E, por causa de seu trabalho, ele andava por muitos lugares.

Existia um caderno no qual ele tomava notas sobre as meninas tristes que encontrava. Não era um diário nem
um projeto de livro, nada disso. Era apenas seu caderno de meninas tristes. Às vezes, junto das anotações, ele colava uma foto, em geral polaróides, mas era raro.

Havia a menina que não conhecera o pai, a que ficara triste desde o dia em que morreu seu gato e uma que não via graça em nada no mundo (nem mesmo numa manhã de abril?, ele perguntara; nem nisso, ela respondera – conforme o diálogo registrado no caderno). Ele encontrou meninas que não sabiam explicar a razão de sua tristeza. Eram tristes, e pronto. A maioria delas, porém, demorava a admitir isso.

O caderno falava de uma menina de Porto Alegre, que os óculos de
grau deixavam ainda mais triste, e até mesmo de uma estrangeira. Tristíssima. Uma loira chamada Irina, que ele conheceu em Dubi, uma cidadezinha perdida no interior da República Tcheca, quase na
fronteira com a Alemanha. Rota de caminhoneiros. Essa era triste
porque não conseguira escapar de uma sina familiar e ganhava a vida
da mesma maneira que a avó e a mãe: cobrava para dar alguns momentos de alegria aos motoristas que passavam por aquele lugar.
Um lugar muito triste, por sinal.

Ele era, enfim, um especialista em meninas tristes. Tanto que nunca confundia tristeza com timidez. Muitas tímidas, ele sabia, acabavam se revelando bem alegres.

Foi numa festa que ele conheceu a menina triste de Olinda, a mais triste de uma cidade conhecida pelo culto às alegrias. Era uma noite de lua muito clara, que ajudava a dar ao lugar em que estavam uma atmosfera de filme de Fellini. Nos fundos, à beira da água, erguia-se, imenso, cinzento, inopinado, um navio. Ancorado ali para sempre, feito uma homenagem monumental à inutilidade da poesia. Puro Fellini – o poeta da impossibilidade dos sonhos, a menina disse.

Ela estava sentada no chão, com as costas apoiadas na parede e as pernas encolhidas, rodeada por um bando de gente ruidosa e feliz. Mas parecia não estar ali naquele momento. Contemplava aquele navio absurdo com o olhar que reservamos para coisas que nunca mais tornaremos a ver. Feito uma estrela cadente, uma nuvem engraçada, uma certa cor de uma certa tarde, por exemplo.

Era Dia dos Namorados. E o que deixava triste a menina de Olinda era
m rapaz que vivia do outro lado do mundo, na Austrália. Pelo menos
foi isso que ele achou, como anotou em seu caderno mais tarde, no hotel. Mas estava enganado.

Conversaram sobre a vida, descobriram que sentiam falta das mesmas delicadezas no mundo. A menina triste apontou o céu, falou das constelações, contou que tivera um irmão mais velho, morto num acidente, e um cocker-spaniel chamado Olavo. Cultivava a melancolia como se fosse uma espécie de flor particular. E cultivava também, em segredo ainda, uma doença incurável.

Viram juntos o dia amanhecendo, iluminando lentamente o casario
ranco das ladeiras. Embora não fossem namorados, ganharam de presente naquele dia esse momento delicado do mundo. Ele falou de
seu trabalho, explicou por que não parava muito tempo no mesmo
lugar. Talvez nunca mais voltasse ali. Era uma pena, a menina triste disse. Ele sorriu, ela não.

Ele andou pelo mundo, viu uma cidade incendiar-se no crepúsculo, conheceu um vilarejo em que todos os homens têm o mesmo nome (homenagem a um padre milagreiro que viveu na região). Encontrou-se com outras meninas melancólicas. Nenhuma como ela, a menina mais triste de Olinda. De vez em quando, ele se lembra dela. Planeja voltar para vê-la, o que nunca acontece.

Ele nem sabe que ela não está mais entre nós.

Se a noite é estrelada, ele olha para o céu, mas, sem a ajuda da menina triste de Olinda, não consegue identificar nenhuma constelação. Um gesto inútil, que não leva a parte alguma. Igual ao navio ancorado nos fundos do lugar em que os dois se conheceram.

*Marçal Aquino é jornalista, escritor e roteirista dos filmes
Os matadores, Ação entre amigos e O invasor




.Para o olfato



.Para o tato





.Para a audição




. Para a visão



. Para o paladar





. Para todas as coisas "O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN"







É DE RIR, MAS FAZ CHORAR


Poema feito por Kleber, que não gosta de ser chamado de Kleber, mas sim de Bay. Diz ele que foi dedicado a mim.
Fico agradecida por tanto




Eu sou um contador de causos
de causos do tipo bem triste
se me ver derramar uma lágrima
comovido por mim não fique
faz parte da minha penumbra
fazer o palhaço chorar
a plateia aplaudir de pé
a historia que vou lhe contar

Com a vida eu to de mal
por não tirar a minha dor
a saudade da mulher
que dos meus sonhos se mudou
quem me dera ela voltar
esse ano ou fim do mês?
e fazer o meu sonhar
mais bunito outra vez

Eu plantei no meu jardim
uma rosa com teu nome
por ser bonita demais
dela o sol não se esconde
o palhaço quando viu
não aguentou e chorou
de ver o sol apaixonado
por tão pequenina flor

O final desse causo
não é tão alegre assim
pois o sol sempre longe
não se sente tão feliz
porque ao se aproximar
da rosa se faz o fim.

. Nunca esperou por alguém perfeito, cheio de qualidade e nenhum defeito, ao contrário, Cecilia - ou Ceci- sempre esperou por alguém desajeitado,com defeitos, com o cabelo desalinhado que enrolava-se em seus próprios pensamentos saltando isso a boca. Nunca esperou alguém em um cavalo branco, poderia ser alguém a pé, que gostasse de caminhar. Nunca se imaginou numa novela mexicana, cheia de atritos e com a mocinha e o mocinho juntos no final, queria uma história alá Almodovar juntamente com as sua cores. Não queria apelidos carinhosos que lhe dariam nojo em um futuro breve, sabia que enjoaria em menos de um dia, queria ser chamada de Ceci, apelido esse, que ganhará de sua mãe logo que nasceu. Ela queria pouco, muito pouco, não queria jantares, não queria flores, não queria bombons e ursos em datas comemorativas, ela queria o que iria lhe alimentar a alma. Cores, sentidos aflorados, queria uma tarde vendo o por-do-sol, queria alguém diferente, alguém que não se transformasse em algo que não é só pra agradar, para fazer bonito, queria alguém sendo ele mesmo, nem menos nem mais, simplesmente ele, que gostasse de livros, de filmes, de manga verde com sal, de tardes numa rede ou noites na Paulista. Ele!


. Ah se eu pudesse, pegava o primeiro vôo com destino a Sergipe sem pensar mais de uma vez e a primeira coisa que faria quando chegasse seria te dá uma abraço bem apertado e falar " Eu falei que viria", entregar o presente em mãos e ficar conversando sobre tudo o que o tempo não nos deixou conversar, admirar o sotaque arrastado e ri das besteiras a serem contadas.
Pq você não vem a São Paulo? São Paulo é grande, é enorme, mas não é tão assustadora quanto parece.
Pq Sergipe tem que ser tão longe?
Saudade da Orla!
Venha embrulhado via Sedex, te receberei de braços abertos, mas se não der, venha de avião mesmo, tem até serviço de bordo!
Uma dose de felicidade para ambos

. Ao Sr. Anônimo






. Ao Sr. Anônimo e não Sra. ou Srta. pq tenho uma certa desconfiança de que seja um menino,garoto, homem, enfim, pessoa do sexo masculino. Agradeço pelos os comentários.
Tentar, por muitas vezes é tão dificil, ainda mais pelo o medo de tentar e bater com a cara no chão por ter errado mais uma vez. Erros são sempre muito duros. Claro que surpresas são sempre muito boas, não saber o que vai acontecer,não esperar por nada. Mas tentar? Aí que está o problema! Medo de tentar!

. Por muitas, por várias, por milhares de vezes, eu queria ser mais forte, queria ter raiva, magoa, ódio de alguém, mas não consigo, sequer consigo guardar rancor. Queria ser uma pedra, me vingar por toda a tristeza que fizeram passar, mas não consigo. Não, não sou nenhuma madre Tereza, jamais vou ser, mas não conheço o ódio ainda. no máximo decepção, que ao meu ver, é pior que ódio. Queria olhar você chorar e não sentir nenhum aperto no coração, não me sentir culpada por nada, já que realmente não sou, o único culpado foi você! Mas pq essa culpa? Queria olhar pra você e falar que não quero sequer ouvir sua voz pelo menos até a fim da minha vida, mas não posso, não consigo! Não consigo, não consigo, não consigo!
Pq se aproveitar da parte mais fraca que existe em mim?

- Ela está apaixonada.
- Mas eu nem mesmo a conheço.
- Oh sim, você a conhece sim.
- E desde quando?.
- Desde sempre Nino, desde sempre...
Nos seus sonhos.

. Ando suspirando por aí, sem ter pq ou por quem, somente suspirando. Sorrindo a toa, sorrindo por tudo e por todos, na vontade de abraçar e ganhar um beijo na testa, na vontade de um dia qualquer, perceber que suspresas são maravilhosas e que receber cartas é tão infinidamente melhor do que um e-mail, que a mistura do verde e vermelho é uma mistura tão bonita quanto o sorriso dado sem tem o pq. Queria, por algum momento, olhar pro lado e ter a certeza que é o que eu quero pelo o resto da minha vida, ter a certeza que vai me arrancar ainda mais sorrisos até quando meus cabelos ficarem bemmm branquinhos e minha pele enrrugada. Ter certeza.






ganhe um admirador.
quem seria? rs

. Tem vezes que por mais que a gente tente esquecer, fazer sumir de vez, simplesmente não dá, não sai, fica aqui, grudado. As vezes dê certo um dia, quem sabe, quem sabe não, quem sabe não saia desse mesmo lugar ou até mesmo que ande pra trás, quem sabe eu desista e ponto final. Não importa, eu estou disposta a tentar,estou disposta a tentar mais uma vez e assim vou tentar por mais tantas vezes que achar necessário e possível pra encontrar uma resposta, nem que seja a resposta esperada a tanto gusto.